Conta a lenda que D. Dinis, no caminho para a raia de Miranda, ao encontro de sua noiva - Isabel de Aragão, achou o lugar tão belo e florido que, a jeito de trovador, lhe chamou ”Flor”, sendo D. Dinis quem rebaptizou a até então chamada Póvoa de Além Sabor de Vila Flor, mandando erguer em seu redor uma cinta de muralhas com cinco portas em arco, restando actualmente apenas uma - a Porta sul ou Arco de D. Dinis.
Como vem sendo habitual nesta altura da época, Secção de Futebol de Veterano do Sp. Espinho realizou mais uma deslocação por terras de Trás-os-Montes, viagem que decorreu de forma tranquila e que serviu também para apreciar o belo manto de neve que cobriam os vários montes transmontanos. Ao invés, no magnifico Estádio Municipal de Vila Flor, o jogo e a vitória espinhense não foi assim tão tranquila, como o resultado final o possa fazer transparecer.
Numa primeira parte, em que os espinhenses no primeiro quarto de hora foram os donos e senhores do jogo até ao momento do golo apontado por Paulo Mendes. A partir desse momento, o conjunto tigre surpreendentemente "gelou", e o Vila Flor agradeceu os espaços que lhe foram concedidos pelos alvi-negros dominando por completo a equipa do Sp. Espinho. O melhor futebol praticado pelos vilaflorenses valeu-lhes o golo da igualdade, apontado por Camilo.
O Sp. Espinho mesmo depois ter consentido o golo da igualdade continuou irreconhecível, os homens do meio-campo concediam muitos espaços no centro do terreno e não municiavam da melhor maneira o ataque espinhense, o sector mais recuado do Sp. Espinho marcava mal e cometia vários erros defensivos. Na pior fase do desnorte tigre, valeu o guardião espinhense Teixeira que rubricou algumas defesas de grande nível, uma excelente exibição que permitiu ao Sp. Espinho ir para o descanso com um (injusto) empate.
O intervalo foi bom conselheiro para o Sp. Espinho e os pupilos de Sarabando entraram para o segundo tempo com a firme disposição de inverter o rumo dos acontecimentos. O sector defensivo espinhense actuou de forma muito mais concentrada, o meio campo tigre mais organizado «pegou» no jogo e, disso beneficiou o ataque espinhense. O conjunto da casa não conseguia soltar-se da teia espinhense que por intermédio de Couto ganhava vantagem no marcador. Ao contrário do acontecido no primeiro tempo, desta feita, os espinhenses não se deixaram acomodar com a vantagem alcançada e continuaram à procura do terceiro golo que acabaria por acontecer, por intermédio de Paulo Mendes, também ele realizou um bom jogo beneficiando da presença de Luís Montenegro (feliz regresso) no ataque do Sp. Espinho. A equipa do Vila Flor sem argumentos para contrapor o melhor futebol dos alvi-negros foi perdendo lucidez, facto que permitiu ao Sp. Espinho marcar mais dois golos (Paulo Mendes e Luís Costa) até final do encontro.
Arbitragem em bom plano.
VILA FLOR S. C. 1 - SP. ESPINHO 5
JOGO no Estádio Municipal de Vila Flor
ÁRBITRO: Baltazar (A.F. Bragança)
Auxiliares: José Monteiro e José Carlos
VILA FLOR S.C.: Manuel João, Dias, António, Diogo e Zé Alberto; Lito, Adérito, Marcelo e Zé Martinho; Camilo e Andrade.
Jogaram ainda: Samorinha e Jorge.
Treinador: Zé Alberto
SP. ESPINHO: Teixeira, Calisto, Canelas (cap.), Nené e Zenha; Luís Costa, Jorge Marques, Maia e Couto; Luís Montenegro e Paulo Mendes.
Jogaram ainda: Ricardo, Sarabando e Tó.
Treinador: Sarabando
AO INTERVALO: 1-1
MARCADORES: Camilo; Couto, Luís Costa e Paulo Mendes (3)