segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vitória renhida em Penafiel

F.C. PENAFIEL 3 - SP. ESPINHO 2
JOGO no Campo de Treinos do Penafiel
ÁRBITRO: Baltazar (A.F. Porto)
Auxiliares: José Monteiro e José Carlos
F.C. PENAFIEL: João Viva, Amadeu, Cerqueira, Manuel Eusébio, e Mário Augusto; Jorge Vinha, Vicente, Neves e Elias (cap.); Soares e Fernando.
Jogaram ainda: Silva Pereira, Neto, Nini, Salvador, Valente, Teixeira, Filipe e Ilídio.
Treinador: Joaquim Jorge
SP. ESPINHO: Ricardo, Canelas (cap.), Nené, Monteiro e Zenha; Gonçalves, Magalhães, Jorge Marques, Calisto e Couto; Paulo Mendes.
Jogaram ainda: Sarabando e Tó.
Treinador: Sarabando
AO INTERVALO: 1-1
MARCADORES: Fernando, Canelas (p.b) e Vinha; Manuel Eusébio e Couto.


   Até ao século XVIII era conhecida como Arrifana do Sousa, até que uma lei do rei D. José I datada de 17 de Março de 1770, altera finalmente o topónimo da localidade para Penafiel e confere-lhe a categoria de cidade. É um extenso concelho, situado entre os rios Tâmega e Sousa.



   Após um curto interregno ditado pelas festas natalícias, o Sp. Espinho deslocou-se a Terras do Vale do Sousa, para defrontar a equipa do Penafiel. O conjunto tigre com muitas ausências e com alguns dos seus atletas limitados fisicamente, vendeu bem cara a derrota ante um Penafiel que respira muita qualidade técnica e táctica.
O Penafiel como lhe competia a jogar no seu território puxou dos galões e nos 20 minutos iniciais fez da equipa tigre «gato sapato», num jogo que teve quase sempre um sentido único, e em que os penafidelenses foram claramente superiores. A turma espinhense por seu lado muito intranquila e nervosa não conseguia contrariar a avalanche atacante da equipa da casa, ia valendo nesta fase o guardião tigre Ricardo que com algumas excelentes defesas foi adiando o previsível golo penafidelense apontado de cabeça por Fernando em posição duvidosa à passagem do minuto vinte e cinco. Curiosamente, aquele que poderia ter sido o inicio do descalabro do Sp. Espinho, foi o «click» de partida para uma exibição quase perfeita. A equipa descomprimiu-se da pressão penafidelense, e o meio campo espinhense até então inexistente começou a ocupar melhor os espaços no centro do terreno e a circular a bola com muito melhor qualidade. O Sp. Espinho que até então raramente passava a linha do centro do terreno de jogo, passou a criar vários lances de perigo junto à área do Penafiel, e que valeu o tento da igualdade perto do intervalo, num golo marcado a meias entre Manuel Eusébio e Couto.
   Para o segundo tempo, o Sp. Espinho entrou com a mesma atitude e forma de jogar com que tinha chegado ao intervalo, o seu sector defensivo com uma actuação irrepreensível e segura, o meio-campo muito concentrado e pressionante, e os homens da frente sempre irrequietos a criar muitos embaraços ao sector mais recuado da formação da casa. O Sp. Espinho com actuação muito lúcida e objectiva chegou à vantagem com toda a naturalidade, num livre à entrada da área penafidelense apontado de forma superior por Couto.
A partir desse momento, a equipa de arbitragem de forma subtil e habilidosa começou a desequilibrar os pratos da balança a favor da turma da casa. O Penafiel dado o enorme valor dos seus atletas dispensava esse tipo de habilidades, uma equipa com muitas e boas soluções quer no terreno de jogo quer no banco, e que foi refrescando a sua equipa ao longo do encontro. Ao invés do Sp. Espinho muito limitado, já que só tinha Sarabando para entrar uma vez que Tó já tinha substituído no primeiro tempo o lesionado Calisto.
Apesar destas contrariedades o Sp. Espinho fez um excelente jogo, uma exibição quase perfeita não fossem os últimos cinco minutos que se revelariam fatais, e nos quais o Penafiel com jogadores muito experientes souberam aproveitar dois momentos de desconcentração para empatar e posteriormente chegar à vitória. Se o empate já era um pouco injusto, a derrota ... foi uma grande injustiça!
    Mesmo não havendo desta feita lugar à típica terceira parte, destaque para o excelente relacionamento existente entre todos os elementos das duas equipas e, ainda para o reencontro com uma glória do futebol dos anos 80 que deixou a sua marca pessoal bem vincada, quer no F.C. Penafiel quer no Sp. Espinho ... o guineense BABÁ! O sempre simpático negrão Babá, fez ainda questão de se deslocar aos campos do 25 de Abril para assistir ao jogo e jantar com alguns dos elementos da comitiva espinhense, de forma a "matar" saudades de «velhos amigos» como Ricardo, Canelas, Eliseu (ausente), Gonçalves e Sarabando, num ambiente espectacular em que se reviveram saudosas histórias de um passado onde a bola foi o denominador comum.