JOGO no Complexo Desportivo de Fregim (Amarante)
ÁRBITRO: Zé Cerqueira
Auxiliares: Hugo Ribeiro e Miquicha
AMARANTE F.C.: Laranjeira; Alves, Cafú, Barrigana e Hélder; Zé Cruz, Albano, Paulo e Sérgio; Nandinho e Brás.
Jogaram ainda: Luís Carlos, Ayala, Mirandinha e Paulo Duarte.
Treinador: António Duarte.
SP. ESPINHO: Ricardo; Celso, Monteiro, Nené e Canelas (cap.); Calisto, Jorge Marques, Luís Costa e Luís Flávio; Paulo Mendes e Migueli.
Jogaram ainda: João, Pinto da Costa e Fernando Gonçalves.
Treinador: Sarabando
AO INTERVALO: 2-1
MARCADORES: Cafú e Mirandinha; Paulo Mendes, Jorge Marques e Migueli;
Apito inicial dado pelo Sr. Árbitro, pontapé de saída efectuado por Migueli para Paulo Mendes, chapelão e golo! Ao cabo de menos de cinco segundos de jogo, o Sp. Espinho já estava na frente do marcador. Por sua vez, o Amarante que tem uma equipa constituída por excelentes executantes foi à luta, assumindo as despesas do jogo.
Um domínio de jogo por parte dos amarantinos que também foi muito consentido pelos espinhenses, que respondiam quase sempre com contra-ataques venenosos e que colocavam a defensiva da casa em sentido. Mas a pressão imposta pela equipa do Amarante acabaria por dar os seus frutos, quando Cafú aproveitou da melhor maneira, aquele que foi o único deslize da defensiva espinhense em todo o encontro.
Os Tigres da Costa Verde não esmoreceram com o golo sofrido e, a partir desse momento equilibraram os pratos da balança partindo para uma exibição mais consentânea com o seu valor. Com um futebol bonito e fluido, os espinhenses jogavam mais próximos da baliza adversária com boas deambulações quer à esquerda, quer à direita. E, precisamente pelo flanco direito que Migueli assistiu Jorge Marques para o segundo golo do Sp. Espinho.
Para o segundo tempo, o treinador do Amarante colocou a carne toda no assador na tentativa de dar a volta ao resultado. Com um futebol rendilhado a meio-campo e transições rápidas pelos flancos, a equipa da casa ia pondo o sector mais recuado dos espinhenses em sentido. Defensivamente a formação espinhense com uma actuação irrepreensível ia chegando e sobrando face às ofensivas do ataque do Amarante. Os homens do meio campo do conjunto tigre não desarmavam na hora defender e na hora de atacar iam municiando a dupla de avançados que em três situações poderiam ter sentenciado o jogo. Quando parecia que o resultado estaria definido, os amarantinos chegaram à igualdade, através de uma grande penalidade concretizada por Mirandinha, a castigar (e, bem) um corte do espinhense Monteiro com o braço, num lance de infelicidade. As duas equipas não se mostravam nada resignadas com o empate, e lançaram-se na busca desenfreada do golo que garantisse a vitória. E, talvez obra do destino, Monteiro após mais uma excelente recuperação de bola na sua defensiva, conduziu o esférico numa correria louca, desenvencilhando-se de vários adversários, e já no interior da área serviu Migueli, que não enjeitou a oportunidade para marcar o golo que deu a vitória ao Sp. Espinho.
Arbitragem razoável.